Thierry Riou

L'air du temps

musique du monde

  recatando Brassens

entrevista para o bar "O Bom EO o mau Vilão"
22 maio 2016

 

 

Como se formou o grupo? Como se conheceram e quais as ideias que tinham à partida.

Sou apaixonado pela música francesa e tive a sorte de conhecer muitos músicos. Foi num dia em que toquei uma música francesa à frente do Gustavo Roriz, um contrabaixista de renome e apaixonado pela viola caipira. O Gustavo ouviu-me a cantar e tocar músicas de Georges Brassens e desafiou-me para iniciar um projecto assente na música francesa com um estilo diferente, com uma mistura de encontros e de culturas.

As palavras são francesas, mas mudámos completamente a forma para lhe dar o nosso estilo. Por exemplo temos arranjos de fado! Aranjamos um estilo Bossa ou Manouche para cantar o Brassens, e mesma coisa para recatar o Brassens !

O projecto é constituído por mim,Thierry Riou na voz e guitarra, por um grande amigo Gustavo Roriz na viola caipira,  um grande músico com grandes sensibilidades que fez grande parte dos arranjos das nossas músicas. O  Gabriel Godoi virtuoso do violão  de 7 cordas, o nosso manouche brasileiro,  e pelo Maximo Ciuro na viola baixo acústica. Sempre fiquei impressionado da memoria músical do Maximo. Todos são músicos com um ouvido extraordinário e são grandes amigos! Tocar com esses 3 maestros é um conforto e um prazer sem nome!

 

Como definem o vosso estilo de música?
Música do Mundo!  Música étnica! Sinceramente, acho que as maiores riquezas são feitas através da mistura de diferentes culturas … ao serviço de uma única música. Improvisações e magia, é isso que temos, um francês a cantar música francesa, com estilo português, com músicos brasileiros!

 

Quais são as vossas referências musicais?
As minhas raízes vêm do jazz com Miles Davis, Dizzy Gillespie, Oscar Peterson, Django Reinhardt, Bireli Lagrene… porque com jazz temos a liberdade de improvisar e uma sensação de liberdade. Mas as minhas referências são da música do mundo. Música com alma, sempre. Gosto de letras fortes.

 

Qual a banda ou artista com quem gostariam de vir a colaborar um dia?
Portugueses? Do mundo? Com muitos! Trabalhei no passado como uma cantora brasileira, Luanda Cozetti e Norton Daiello e criámos um concept de Gainsbourg com  o Brasil… Adorei! Com quem gostaria de voltar a trabalhar um dia? Há tantos músicos que gosto  aqui em Portugal, com grandes talentos…pianistas…talvez um dia…
Há também um músico português que gostaria de convidar a cantar comigo que é o JP Simões.

 

Se pudessem trazer dos mortos uma banda / um artista quem escolheriam?
Acho que ninguém. Sou apaixonado por muitos músicos do passado, mas a história já passou e cada pessoa tem o seu tempo. Gosto histórias com um princípio e um fim.

 

Que projectos têm em mente para o futuro?
Gravar um álbum com esse universo de diferença cultural. Misturar Culturas, continuar neste caminho da música do mundo, ter convidados de paises diferentes para uma música.